Entenda o que é a pressão alta, como ela afeta o coração e quais são as formas de diagnóstico e tratamento.
A hipertensão arterial sistêmica, popularmente conhecida como "pressão alta", é uma condição crônica em que a pressão do sangue nas artérias se mantém elevada de forma persistente. Valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg em medidas repetidas já caracterizam o diagnóstico.
É uma das doenças cardiovasculares mais comuns no Brasil, atingindo cerca de 30% da população adulta. Na maioria dos casos não apresenta sintomas, o que a torna especialmente perigosa — é conhecida como "assassina silenciosa".
A pressão arterial cronicamente elevada danifica vasos sanguíneos e órgãos vitais progressivamente. Com o tempo, pode levar a:
Na grande maioria dos casos (mais de 90%), a hipertensão é chamada de "essencial" ou "primária" — não tem uma causa única identificável, mas resulta da interação de múltiplos fatores:
Em uma pequena parcela dos casos, a hipertensão é secundária a outras doenças, como problemas renais, hormonais ou uso de medicamentos.
A maioria dos hipertensos não apresenta sintomas, mesmo com níveis pressóricos bastante elevados. Quando ocorrem, podem incluir:
A ausência de sintomas não significa que a doença esteja controlada. A única maneira confiável de saber é medir a pressão regularmente.
O diagnóstico é feito por meio de medidas repetidas da pressão arterial em consultório, complementadas quando necessário por:
O tratamento da hipertensão combina mudanças no estilo de vida e, quando indicado, uso de medicamentos:
O objetivo é manter a pressão abaixo de 130/80 mmHg na maioria dos pacientes, reduzindo o risco de complicações cardiovasculares a longo prazo.
Agende uma avaliação cardiológica para diagnóstico e acompanhamento adequado.
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